eram as suas coisas favoritas. Passava o dia a observá-las. Sentia uma necessidade crescente de possuir uma a uma. Tentava apalpar os tons, saborear os versos. Mas toda vez que agarrava um azul, ele lhe escorria pelos dedos. Os sonetos eram esguios, a percusão não segurava a melodia. Restava a ele desistir. Isso não! Vendo que seria impossível dominar, criou um pequeno blog. Ali todas estavam livres, com a condição de que ele pudesse visitá-las sempre que tivesse vontade.